Assim com a endoscopia digestiva alta, a colonoscopia é um exame de imagem, que faz uso de um endoscópio flexível, acoplado a uma fonte de luz e processadora de imagem. Por outro lado, como explica a Dra. Ana Zuccaro, médica gastroenterologista e endoscopista, a colonoscopia visa a examinar a porção final do intestino delgado (também conhecida como íleo terminal), o intestino grosso (o cólon) e o reto, buscando diagnosticar eventuais doenças nesta porção do sistema digestivo, como lesões na superfície interna (mucosa).
Também como a endoscopia digestiva alta, para além da produção de imagens detalhadas do aparelho digestivo, a colonoscopia possibilita a realização de procedimentos terapêuticos. É o caso de biópsias, retirada de pólipos e lesões planas, injeção de substâncias, dilatação, passagem de próteses, descompressão colônica e hemostasia dos sangramentos.
A colonoscopia é indicada em casos de sintomas relacionados ao intestino, como presença de sangue nas fezes e dor abdominal. Além disso, a Dra. Ana enfatiza que a colonoscopia de rastreio com propósito de prevenção do câncer colorretal, estando indicada pessoas a partir dos 45 anos de idade. Em pacientes com história familiar fortemente positiva para câncer colorretal ou síndromes genéticas, este rastreio pode ser indicado antes dos 45 anos. E, em caso de diagnóstico de pólipos e outras lesões adenomatosas, o exame deve ser feito em intervalos mais curtos, de acordo com os protocolos estabelecidos pelas Sociedades de Especialidades.
A Dra. Ana ressalta que se trata de um procedimento minimamente invasivo. O aparelho é introduzido pelo ânus, geralmente após sedação endovenosa, que leva o/a paciente a dormir.